Corretoras
Brasil Bitcoin: as oito faixas de taxa das duas pontas, o saque em reais com percentual mais tarifa fixa e o que dizem os registros públicos
Apuração de 2 de agosto de 2026 nas fontes primárias: na faixa de entrada do livro de ofertas, até R$ 250.000 negociados em 30 dias, a ordem ativa custa 0,50% e a ordem passiva 0,20%, primeiras de oito faixas regressivas em cada ponta. O saque em reais segue um desenho composto — 0,5% mais R$ 1,99 no PIX ou mais R$ 4,99 na TED —, o depósito é gratuito e a Compra Rápida, que a empresa vende como caminho simplificado, não tem preço publicado. Esta página reúne esses números com fonte e data e reproduz o que os registros públicos dizem sobre a empresa, sem emitir juízo sobre ela.
O que a empresa é, no cadastro público e no que ela declara sobre si mesma
O espelho da base aberta de CNPJ da Receita Federal, lido em 2 de agosto de 2026 no minhareceita.org, registra BRASIL BITCOIN SERVICOS DIGITAIS LTDA, nome fantasia BRASIL BITCOIN, CNPJ 29.519.837/0001-23, situação cadastral ativa desde 24 de janeiro de 2018, capital social de R$ 500.000,00 e CNAE principal 7490-1/04, de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral. Esse CNAE não é de instituição financeira, o que importa para a leitura dos registros públicos mais adiante. A grafia da razão social vem sem acento porque é assim que a base a registra, e o rodapé do próprio site escreve o mesmo nome no aviso de copyright, marcado de 2018 a 2026.
A consulta não foi feita no sítio do órgão, que exige verificação anti-robô — verificação que não contornamos. O que se leu foi o espelho público da base aberta, e ele é rotulado como espelho aqui e nas fontes. O CNPJ e a razão social do espelho coincidem com os que a empresa publica no próprio rodapé, o que é a confirmação disponível sem passar pela verificação.
No quadro de sócios e administradores não há sócio pessoa jurídica: constam três sócios-administradores pessoas físicas, que esta página não nomeia de propósito. O quadro guarda a condição de sócio, não o percentual de capital. O site apresenta uma holding chamada B8 Hub, descrita pela empresa como a holding dela, e essa holding não aparece no quadro deste CNPJ. Sob que CNPJ a B8 Hub está constituída e qual a relação societária formal entre as duas não foi apurado, e a divergência fica registrada em vez de resolvida.
O endereço tem um problema que a própria empresa cria, e ele é curioso o bastante para merecer o registro exato. O rodapé de uma mesma página aparece duas vezes no HTML, e cada ocorrência declara um complemento diferente para o mesmo endereço: uma diz Torre Jaceru, 17º andar, e a outra diz Torre Bacaetava, 8º andar. O cadastro da Receita registra um terceiro complemento, CONJ 172-173-174, no bairro Jardim das Acácias. Logradouro, número, município e CEP coincidem nas três leituras, e é por isso que esta página publica só o trecho comum: Avenida Roque Petroni Júnior, 850, São Paulo, CEP 04707-000. As três variantes ficam registradas; qual é a vigente, não apuramos.
O CNPJ que circula trocado, e de quem ele é
Vale um parágrafo próprio porque o erro é fácil de cometer e cai sobre duas empresas ao mesmo tempo. Buscadores e agregadores associam o CNPJ 29.519.837/0001-23 à Bitybank. Esse número é da Brasil Bitcoin, e não é atribuição nossa: o rodapé do próprio site da Brasil Bitcoin o publica, e ele coincide com o registro do espelho da base da Receita para BRASIL BITCOIN SERVICOS DIGITAIS LTDA.
A empresa que opera a Bitybank é outra, e tem CNPJ próprio: CBTC Serviços Digitais, 29.738.313/0001-23. Os dois números terminam em /0001-23, e essa coincidência de sufixo é a explicação mais provável para a troca. Registrar isso não é curiosidade cadastral: publicar o CNPJ errado numa página sobre empresa real produz dano a terceiro pelas duas pontas, e é barato de evitar, porque o número certo está escrito no rodapé de cada uma delas.
As oito faixas de cada ponta, e a que descreve quem abre conta hoje
A empresa não usa as palavras maker e taker na página de taxas. Ela chama de ordem passiva a que permanece no livro até ser executada por outra ponta, e de ordem ativa a que executa uma oferta já existente — as duas definições são dela e correspondem ao que o mercado chama de maker e taker. A tabela é regressiva por volume negociado em 30 dias, e os degraus de volume são os mesmos nas duas colunas: R$ 250 mil, 500 mil, 1 milhão, 1,5 milhão, 2 milhões, 2,5 milhões e 5 milhões.
Na faixa de entrada, que vale para volume de até R$ 250.000 em 30 dias, a ordem ativa custa 0,50% e a ordem passiva custa 0,20%. É a primeira das oito faixas, e é a que descreve quem abre conta hoje — por isso ela aparece em destaque, e por isso nenhum número desta página aparece sem a faixa ao lado.
A coluna da ordem ativa desce assim: 0,50% até R$ 250.000; 0,45% acima de R$ 250.000; 0,40% acima de R$ 500.000; 0,35% acima de R$ 1.000.000; 0,30% acima de R$ 1.500.000; 0,25% acima de R$ 2.000.000; 0,20% acima de R$ 2.500.000; e 0,12% acima de R$ 5.000.000. A coluna da ordem passiva desce em paralelo, pelos mesmos degraus: 0,20%; 0,18%; 0,16%; 0,14%; 0,12%; 0,10%; 0,08%; e 0,05% no topo da tabela.
Uma característica da tabela vale ser dita porque afeta qualquer comparação: a página não informa se o volume que define a faixa é apenas o do livro de ofertas ou se inclui os demais produtos da casa. Sem isso, quem opera em mais de um produto não consegue prever em que faixa vai cair. É lacuna do que a empresa publica, e ela fica registrada como lacuna.
Conta, depósito e um saque em reais com dois componentes
A página de taxas agrupa sob conta e depósitos três gratuidades: criação e manutenção da conta, depósito em reais e depósito de criptomoedas, todos sem taxa. O depósito em reais cobre PIX e TED, tratados juntos pela empresa na tabela de limites. Esses limites variam por perfil de verificação: R$ 10.000 acumulado para o perfil não verificado, R$ 50.000 mensais para o verificado 1, e valor flexível no verificado 2, mediante atendimento.
O saque em reais é o número com desenho mais incomum desta apuração, e ele está publicado duas vezes na mesma página, com a mesma redação: 0,5% mais R$ 1,99 quando o saque é por PIX, ou 0,5% mais R$ 4,99 quando é por TED. É tarifa composta, percentual somado a valor fixo. A página não publica valor mínimo nem máximo de saque em reais.
Entre as corretoras brasileiras já apuradas nesta seção, o desenho mais comum é o de tarifa fixa pura — um valor em reais igual para qualquer saque. Os dois modelos se comportam de maneira diferente conforme o valor sacado: o composto cresce junto com o saque, porque tem um percentual dentro; o fixo não muda. Esta página publica os dois desenhos como fatos e não elege nenhum deles, porque qual custa menos depende de quanto se saca, e essa conta é de quem lê, com os números que estão aqui.
No saque de criptomoedas não há tabela. A empresa declara apenas que o custo é variável de acordo com a rede do ativo, sem valor por moeda nem por rede. Procuramos a tabela nos endpoints públicos da própria empresa, e a busca falhou: /API/withdraw/fees, /API/withdrawfee/BTC, /API/networks, /API/coins/BTC e /API/fees devolveram 404 em 2 de agosto de 2026. O endpoint /API/coins responde e lista as moedas com os campos de disponibilidade de depósito e de saque, mas não traz valor de taxa. O número provavelmente só aparece na tela de saque com a conta autenticada, o que não foi feito.
O prazo de saque também não tem número, e aqui a ausência é uma decisão declarada da empresa. Em vez de uma tabela de prazos, a página descreve a lógica: no saque em reais a transferência é iniciada pela plataforma e a conclusão depende também do banco de destino; no saque em cripto o envio é iniciado pela plataforma e a confirmação final varia conforme a rede. A própria página registra que a tabela numérica antiga foi retirada de propósito e substituída por essa explicação. Em pergunta frequente, a empresa acrescenta que pode haver retenção de segurança de até 48 horas para saque em cripto originado de depósito em reais, e formula isso como possibilidade sujeita à regra operacional vigente no momento, não como regra fixa.
A Compra Rápida existe, e não tem preço publicado
A empresa vende um produto chamado Compra Rápida, descrito por ela como o caminho para simplificar as compras de cripto e programar recorrências, e listado no menu da própria página de taxas. Essa página não publica taxa nem spread para ele. A tabela regressiva que ela traz é apresentada como taxa de negociação, atrelada às ordens ativa e passiva do livro de ofertas — ou seja, ela tarifa o outro caminho.
É a lacuna mais relevante desta apuração, e ela se repete na outra corretora brasileira publicada junto com esta: as duas vendem um fluxo de compra rápida e nenhuma das duas publica preço para ele. Em outras páginas desta seção, quando o número da compra simplificada aparece, ele costuma ser várias vezes o do livro. Aqui não há número, e inventar uma estimativa seria pior que a lacuna.
Tentamos medir o custo por fora, e o resultado da tentativa é informação útil para quem for apurar isso depois. O endpoint público de preços da empresa devolve campos de compra e de venda que, comparados com o topo do livro no mesmo instante, coincidem: em 2 de agosto de 2026, às 06h23 UTC, o valor de compra batia exatamente com a melhor oferta de compra do livro, e o de venda diferia da melhor oferta de venda em dez centavos. Essa API espelha o livro, portanto, e não é a cotação de varejo da Compra Rápida. Medir o preço efetivo exigiria conta aberta e autenticada, o que não foi feito.
O que sobra é o termo de comparação, e ele fica publicado justamente para servir de base a quem apurar o outro lado: no mesmo instante, o spread entre melhor compra e melhor venda no livro era de 0,094% em BTC/BRL e de 0,084% em USDT/BRL. Isso é o spread do livro, não o da Compra Rápida — a diferença entre os dois é exatamente o que esta apuração não alcançou.
O que a empresa declara sobre o próprio porte, e o que a API pública mostrava no dia
A empresa publica sobre si mesma, na página inicial, que tem mais de 500 mil clientes e que transacionou R$ 15 bilhões no último ano, e a página de taxas fala em 8 anos de mercado — número que fecha com a data de início de atividade no cadastro, de janeiro de 2018. Também afirma ser a brasileira de ativos digitais com o maior volume de negociação. Todas essas são declarações da empresa sobre ela mesma, publicadas por ela, e nenhuma foi verificada aqui contra fonte independente. A última é superlativo, e verificá-lo exigiria volume auditado de todas as corretoras brasileiras, que esta apuração não tem.
O que dá para medir é o que a API pública da própria empresa devolvia no dia. Em 2 de agosto de 2026, às 06h19 UTC, o volume das 24 horas anteriores somava R$ 16.959.353,39 em cinco pares, com 908 negócios. A distribuição desse total é o dado que interessa: o par USDT/BRL respondia por R$ 16.611.563,87 e 566 negócios, cerca de 98% de tudo. BTC/BRL vinha em seguida, com R$ 288.492,24 e 215 negócios; depois ETH/BRL, com R$ 49.911,39 e 80 negócios; XRP/BRL, com R$ 5.030,25 e 15; e SOL/BRL, com R$ 4.355,64 e 32.
Quatro minutos depois, às 06h23 UTC, o livro de BTC/BRL trazia ofertas dos dois lados, com melhor compra em R$ 323.875,55 e melhor venda em R$ 324.180,14. Foi assim que se confirmou operação: livro com as duas pontas e negócios registrados nas 24 horas anteriores, não apenas cotação parada. A concentração em stablecoin fica registrada como característica do dia medido; o que ela significa não foi investigado, e não é dado que uma leitura de API responda.
O que os registros públicos dizem, e a distinção que eles obrigam a fazer
Na Relação de Instituições em Funcionamento no País, mantida pelo Banco Central, competência junho de 2026, a busca por BRASIL BITCOIN e pela raiz de CNPJ 29519837 devolveu zero ocorrências em 2 de agosto de 2026. Aquela relação registra instituições autorizadas pelo Banco Central em segmentos como instituição de pagamento, sociedade corretora de títulos e valores mobiliários e sociedade de crédito direto. Não constar nela não é irregularidade e não deve ser lido como tal: a empresa não se apresenta como instituição de pagamento nem como corretora de valores mobiliários, e o CNAE registrado dela não é de instituição financeira.
Quem consta na mesma relação e na mesma competência é uma parceira: STARK BANK S.A. - INSTITUICAO DE PAGAMENTO, exibida como parceira no site da Brasil Bitcoin. É o mesmo padrão já visto em outras páginas desta seção, e ele é o ponto em que a maior parte dos textos sobre o assunto escorrega — contratar uma instituição que consta na relação não é constar nela. São duas coisas diferentes, e nenhuma das duas seria autorização para prestar serviço de ativos virtuais. Para dar a medida do que a relação registra quando alguém consta, dois exemplos da mesma competência: o Mercado Bitcoin aparece duas vezes, com uma instituição de pagamento e uma corretora de títulos e valores mobiliários, e a Foxbit não aparece.
Sobre o regime das prestadoras de serviços de ativos virtuais, esta página não diz que a empresa consta nem que não consta, e a razão é que as duas frases afirmariam algo sobre um registro que não existe. As Resoluções BCB 519, 520 e 521 foram publicadas em 10 de novembro de 2025 e entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026, e o cadastro correspondente ainda não foi constituído: quem já prestava o serviço tem prazo para comprovar requisitos e protocolar o pedido, podendo seguir operando nesse intervalo. O que se reporta aqui é a ausência do cadastro, não a ausência da empresa nele. Se a Brasil Bitcoin protocolou pedido, não apuramos, não há relação pública de pedidos para consultar, e não se deve inferir a partir do silêncio.
Há ainda um registro que é declaração da empresa sobre si mesma, e não ato de regulador: o rodapé do site lista ABFintechs, ABStartups, ABToken e Abracam sob o rótulo de associadas. Não confirmamos essas filiações junto às associações, e por isso elas aparecem aqui como o que são, uma lista publicada pela própria empresa.
O que a empresa oferece além do livro de ofertas
O menu da empresa é largo, e três produtos merecem registro pelo que eles têm de não apurado. O primeiro é a Maximizada, que a empresa descreve como compras e vendas de criptomoedas maximizadas em até 100 vezes. A mecânica, a contraparte e o custo dessa alavancagem não foram apurados, e esta página não explica como operar isso — registrar que o produto existe é serviço ao leitor, ensinar a usá-lo não é.
O segundo é a exposição a ações de empresas norte-americanas: a API lista pares como AAPLXBRL, o que indica ativo tokenizado, e nem o emissor nem a estrutura de lastro foram apurados. O terceiro é o B8 Earn, que a empresa descreve como renda passiva sobre ativos digitais, e cujas condições não entram aqui porque não foram lidas nesta rodada.
O restante do menu, sem número publicado nesta apuração: B8 Trade, a plataforma de negociação com livro de ofertas; B8 OTC, para altos valores com atendimento dedicado, cuja disponibilidade por moeda aparece no endpoint público de moedas; B8 CaaS, de integração de negociação, depósito e saque a empresas terceiras; B8 Global, de remessas internacionais; B8 Pag, de pagamento de contas com criptoativos; B8 Stable, de exposição a moedas com paridade em metais e moedas fortes; B8 Pack, de cestas de ativos; pagamento de boleto, com limite de R$ 10.000 para perfis verificados; conta para menor de idade; uma assistente de inteligência artificial integrada ao Telegram; e um sistema de afiliados da própria empresa.
O que esta base registra sobre criador monitorado e esta empresa
Nenhuma análise publicada nesta base registra vínculo comercial de criador monitorado com esta empresa. A frase é contada no acervo a cada publicação, não escrita à mão: se algum criador declarar parceria, ela muda sozinha.
Essa frase é sobre o nosso acervo, não sobre a empresa. Ela diz que nenhuma das análises publicadas aqui declara parceria, patrocínio, cupom ou link de afiliado com este nome, e não diz mais que isso. A página existe assim mesmo porque a apuração de fato público se sustenta sozinha, e a contagem é derivada do acervo a cada publicação: se algum criador monitorado declarar vínculo amanhã, a frase muda sem ninguém reescrever esta página.
Esta página não contém link de afiliado, e nenhum link nosso leva a cadastro em corretora. Se o Núcleo Cripto tiver relação comercial com alguma corretora, o disclosure aparece na própria página, e nada disso altera sentimento, score ou ranking.
O que esta apuração não alcançou
A lacuna que mais importa é o preço da Compra Rápida, descrita acima: a empresa oferece o produto e não publica taxa nem spread para ele, e a API pública de preços espelha o livro em vez de devolver cotação de varejo. Junto dela ficam a tabela de taxa de saque de criptomoedas por rede, que a empresa substitui pela expressão custo variável, e o prazo numérico de saque, que ela retirou de propósito.
Ficaram sem resposta, por falta de fonte primária: a relação societária formal entre a Brasil Bitcoin Serviços Digitais Ltda e a holding B8 Hub apresentada no site, que não consta no quadro de sócios deste CNPJ; o endereço exato da sede, com três complementos diferentes em três leituras; a mecânica, o custo e a contraparte da Maximizada; e o emissor e a estrutura de lastro dos ativos tokenizados de ações negociados em pares como AAPLXBRL.
As afirmações de porte que a empresa faz sobre si mesma não foram verificadas contra fonte independente, e aparecem no texto identificadas como declarações dela. Por fim, uma nota de rota, porque ela custa tempo a quem for repetir a apuração: a página de taxas responde em /taxas, e os caminhos /taxas-e-prazos e /tarifas devolvem 404; a rota institucional linkada no rodapé como quem somos também devolve 404, e não perseguimos o caminho correto.
O que esta página não afirma
Número de custo só aparece aqui quando saiu da tabela publicada pela própria empresa, com a data em que foi conferido e a faixa de volume a que corresponde. Preço de corretora muda sem aviso e é escalonado: número sem data envelhece calado, e número sem faixa mostra o piso como se fosse o que você vai pagar. Onde a apuração não alcançou o número, esta página diz que não alcançou — mandar você consultar o site seria fingir um trabalho que não foi feito.
Também não dizemos que a empresa é segura, nem que é insegura. Segurança de custódia não se verifica de fora, por leitura de site: envolve como as chaves são guardadas, se o dinheiro do cliente é separado do caixa da empresa e o que acontece numa falha. Quem publica nota de segurança de corretora sem auditar está inventando.
E não afirmamos situação regulatória. Autorizar e supervisionar prestadora de serviços de ativos virtuais é ato do Banco Central. Onde um registro público diz alguma coisa sobre a empresa, reproduzimos o que ele diz e nomeamos qual registro é e quando foi consultado — o que é diferente de concluir, por conta própria, que a empresa está ou não autorizada. Essa conclusão é competência do regulador.
Onde conferir por conta própria
Taxas: na tabela de preços publicada pela própria empresa, antes de transferir dinheiro. O número que publicamos é uma leitura datada; o que vale no seu depósito é o que a tabela disser naquele momento. As regras do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais exigem que elas informem riscos, políticas de segurança e taxas de forma clara — o que dá ao leitor um critério objetivo: se você não encontra a taxa antes de depositar, isso já é uma resposta.
Autorização: com o Banco Central, que passou a regular, autorizar e supervisionar essas empresas. As regras foram publicadas em 10 de novembro de 2025 e entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026, e quem já prestava o serviço no país pode continuar operando dentro de um prazo para comprovar requisitos e solicitar autorização. Enquanto esse prazo corre, não há relação pública de empresas autorizadas para consultar — o que significa que ausência de autorização concedida não é o mesmo que negativa, e que dizer de uma empresa que ela 'não consta' seria tão errado quanto dizer que consta.
Um limite que vale registrar: dependendo de como um token é estruturado e oferecido, quem regula pode ser a Comissão de Valores Mobiliários, não o Banco Central.