Núcleo Cripto

Corretoras

Bitybank e BitPreço são a mesma empresa: as taxas que ela publica, as contradições internas e o que dizem os registros públicos

Apuração de 1º de agosto de 2026 nas fontes primárias: Bitybank, Bitypreço e a antiga BitPreço são marcas da CBTC Serviços Digitais Ltda., CNPJ 29.738.313/0001-23. Na tabela em vigor desde 01/07/2026, comprar pelo caminho simplificado custa 1,3% em transações de até R$ 1.000, contra 0,50% no livro de ordens — ou 0% em BTC, ETH e USDT no perfil Trader, cujo critério de enquadramento a empresa não publica. Esta página reúne esses números com fonte e data, registra as contradições entre documentos da própria empresa e reproduz o que os registros públicos dizem, sem emitir juízo sobre a companhia.

Conferência humana pendente. Esta página cobre as três marcas — Bitybank, Bitypreço e a antiga BitPreço — porque as três são operadas pela mesma empresa, conforme os Termos de Uso que ela publica e os redirecionamentos dos domínios, verificados em 1º de agosto de 2026. Os números saíram da central de ajuda e dos contratos da própria empresa, com a data de atualização de cada artigo ao lado, e onde duas fontes dela divergem as duas estão publicadas. Confira sempre na fonte primária antes de decidir qualquer coisa.

Bitybank, Bitypreço e BitPreço são marcas da mesma empresa

É a primeira coisa que alguém que procura qualquer um desses três nomes precisa saber, e quase nenhum texto sobre o assunto diz. Os Termos de Uso da plataforma Bity declaram a razão social CBTC Serviços Digitais Ltda., CNPJ 29.738.313/0001-23, com sede na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, 3.433, em Franca, São Paulo, e afirmam que essa empresa é responsável pela operação e manutenção da plataforma acessível em bity.com.br e nos demais domínios e aplicativos controlados por ela. Os Termos de Uso do Bitybank repetem a mesma razão social, o mesmo CNPJ e o mesmo endereço. O nome fantasia registrado no CNPJ é BITY. Não foi localizada, nesta apuração, razão social distinta operando a marca Bitypreço em separado.

Dois fatos técnicos sustentam isso independentemente do que a empresa escreve, e os dois foram verificados em 1º de agosto de 2026: o domínio bitpreco.com responde com redirecionamento permanente, código 301, para bitypreco.com; e o domínio bitybank.com.br responde com redirecionamento temporário, código 302, para bity.com.br. A central de ajuda também é uma só, e se identifica como suporte das duas marcas.

A cronologia, toda ela relatada pela própria empresa no blog dela: em julho de 2022 a BitPreço comprou a Biscoint, e as duas se uniram para formar a Bity; em dezembro de 2022 a BitPreço passou a se chamar Bitypreço e o grupo lançou o Bitybank, com os clientes passando a ter acesso a três produtos integrados; em 20 de março de 2023 o aplicativo Bitypreço foi descontinuado, com os usuários orientados a acessar a conta pelo aplicativo Bitybank, com o mesmo login e o mesmo saldo; e em 10 de agosto de 2023 o domínio bitpreco.com passou a redirecionar para bitypreco.com, com a ressalva, feita pela empresa, de que o endereço antigo seguiria em uso por quem já estivesse logado na plataforma de negociação.

O que acabou foi a marca e o aplicativo próprio, não o serviço. Em 1º de agosto de 2026 a plataforma bitypreco.com carregava com livro de ordens ativo e preços de mercado. A empresa descreve o estado atual dizendo que o Bitypreço segue funcionando como plataforma web, voltada a quem negocia de forma mais avançada, e que o mesmo livro de ordens é acessível pela interface Bitypreço dentro do aplicativo Bitybank. Ou seja: quem procura BitPreço hoje chega a uma plataforma que existe, com outro nome, sob a mesma empresa.

O CNPJ que circula associado à marca é de outra empresa

Vale um parágrafo próprio porque o erro é fácil de cometer e caro para todo mundo. Buscadores e sites agregadores associam à marca Bitybank o CNPJ 29.519.837/0001-23. Esse número está registrado, no espelho da base aberta da Receita Federal, para BRASIL BITCOIN SERVICOS DIGITAIS LTDA, nome fantasia BRASIL BITCOIN, situação cadastral ativa, sediada em São Paulo — outra empresa e outra corretora. Os dois CNPJs terminam em /0001-23, o que provavelmente explica a troca.

O CNPJ da empresa que opera o Bitybank e o Bitypreço é o 29.738.313/0001-23, e ele não vem de terceiro: está escrito nos Termos de Uso que a própria empresa publica, e confere com o cadastro. Também circula, associado especificamente à marca BitPreço, o número 19.608.677/0001-35; ele não foi confirmado em nenhuma fonte primária nesta apuração e por isso não é publicado aqui como sendo dela.

No cadastro, o CNPJ 29.738.313/0001-23 consta como matriz, com razão social CBTC Serviços Digitais Ltda., nome fantasia BITY, situação cadastral ativa desde 21 de fevereiro de 2018, capital social de R$ 15.092.208,00, CNAE principal 74.90-1-04, de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, e município Franca. Entre os CNAEs secundários constam o de correspondentes de instituições financeiras e o de outras atividades auxiliares dos serviços financeiros. O quadro de sócios e administradores registra uma sociedade de participações como sócia e quatro sócios-administradores; o quadro guarda a condição de sócio, não o percentual de capital. A data de 21 de fevereiro de 2018 é de abertura da pessoa jurídica — a marca Bitybank é de dezembro de 2022.

Comprar pelo caminho simplificado custa mais que pelo livro de ordens

É o número mais útil desta apuração, e ele fica em dois artigos diferentes da central de ajuda da empresa, que quase nenhum material sobre a plataforma põe lado a lado. Desde 1º de julho de 2026 vale uma tabela nova, anunciada pela própria empresa com essa data de vigência.

No que a empresa chama de Negociação Avançada, que é o livro de ordens, a taxa passou de 0,20% para 0,50% no perfil que ela chama de Banker. No perfil Trader, as operações em bitcoin, ether e tether seguem com taxa zero, e as demais criptomoedas também subiram de 0,20% para 0,50%. Uma característica dessa estrutura muda qualquer comparação com outras corretoras e precisa ser dita: a empresa não separa ordem passiva de ordem ativa, ou seja, não publica taxa de maker e taxa de taker. Há uma taxa única por perfil de cliente, e a comparação célula a célula com quem separa as duas não é direta.

No caminho simplificado — que a empresa agrupa sob os nomes Express, Conversor e Compra Fácil — a tarifação passou a ser totalmente gradual conforme o valor negociado, variando de 1,3% a 0,5%: 1,3% em operações de até R$ 1.000; percentual decrescente entre R$ 1.001 e R$ 99.999, com o exemplo dado pela própria empresa de cerca de 0,77% ao atingir R$ 10.000; e 0,5% a partir de R$ 100.000.

Posto em números da tabela: numa compra de R$ 500, o caminho de menos cliques cobra 1,3%, enquanto o livro de ordens cobra 0,50% — ou nada, se o ativo for bitcoin, ether ou tether e o cliente estiver no perfil Trader. É mais que o dobro, e é a diferença que o leitor paga sem saber que existe. Esta página não diz qual caminho usar; diz quanto cada um custa na tabela vigente em 1º de agosto de 2026.

Há uma contradição interna sobre esse mesmo produto, e ela fica registrada em vez de resolvida por nós: a página inicial de bity.com.br afirma que a taxa para compra e venda de bitcoin e outras criptomoedas é zero na Negociação Express, o que não coincide com a tabela gradual de 1,3% a 0,5% publicada pela mesma empresa na central de ajuda, com vigência declarada desde 01/07/2026. Não localizamos data de atualização da página inicial que permitisse dizer qual das duas é a mais recente. As duas são da empresa; a que tem data é a da central de ajuda.

O critério que decide se você paga 0% ou 0,50% não é publicado

A taxa do livro de ordens não depende de volume negociado, como em quase todas as outras páginas desta seção: depende de o cliente estar no perfil Banker ou no perfil Trader. A empresa diz onde o cliente vê o próprio perfil — na aba de dados do usuário, dentro do aplicativo — e não publica, em nenhum dos artigos e contratos lidos nesta apuração, a regra que separa um perfil do outro.

A consequência é concreta e vale ser dita sem rodeio: pela documentação pública, quem vai abrir conta não tem como saber de antemão se vai pagar 0% ou 0,50% ao comprar bitcoin no livro de ordens. Isso não é uma falha da apuração; é uma lacuna do que a empresa publica, e ela é reportável exatamente como qualquer número seria.

Circula em resenhas de terceiros um critério objetivo, ligado a um patamar de depósito semanal. Ele não aparece em nenhuma fonte da própria empresa, e por isso não está nesta página. Publicar regra tarifária apurada em terceiro seria dar ao leitor uma certeza que a empresa não ofereceu.

Depósito, saque e duas taxas diferentes para a mesma operação

No depósito não há divergência: a central de ajuda declara que não existe taxa de depósito para nenhuma moeda, e que o depósito em reais não tem valor mínimo. O artigo foi atualizado em 21 de julho de 2026.

No saque em reais, a empresa publica dois valores diferentes para a mesma situação, nos seus próprios artigos, e as duas leituras estão aqui. No artigo de taxas atualizado em 21 de julho de 2026, cuja tabela é publicada como imagem, o saque em reais aparece com taxa zero no perfil Banker e 0,2% do valor sacado no perfil Trader. No artigo de taxas do Bitybank, atualizado em 1º de julho de 2026, o texto informa taxa zerada para Pix no perfil Banker e 0,5% de taxa variável no perfil Trader. O artigo com data mais recente é o que traz 0,2%. Não elegemos um dos dois como o correto — escolher em silêncio fingiria uma certeza que a própria empresa não oferece, e num custo de saque isso é o pior serviço possível.

No saque de criptomoedas há valores publicados e uma ausência declarada. Para o bitcoin na rede Bitcoin, a tabela não traz número: a empresa descreve o método, dizendo que usa uma taxa fixa baseada no custo médio da rede e que não há garantia de que o valor enviado à rede seja maior ou menor que esse valor, por ser apenas uma estimativa. Para o bitcoin na rede Lightning, a tabela publica 500 sats. Outros valores da mesma tabela: 0,001 ETH; 3 USDT na rede ERC-20; R$ 10,00 em BRZ na ERC-20; 0,005 PAXG; 1 AXS; e 0,5 UNI. A empresa publica ainda uma lista de moedas e redes com saque sem taxa, entre elas BTC, ETH, USDT, BNB, BRZ e USDC nas redes BSC, no padrão BEP-20, e Solana. O saque mínimo de bitcoin é de 0,0005 BTC, e a empresa observa que ao valor mínimo é preciso somar a taxa.

O prazo de processamento do saque em reais não foi localizado. Foram lidos os artigos de taxas, de taxas do Bitybank, de valores mínimos e máximos e de limites da central de ajuda, além dos dois documentos de Termos de Uso em PDF, e nenhum informa prazo — os Termos apenas remetem ao site oficial. Por isso não há linha de prazo nesta página: mandar o leitor conferir sozinho seria fingir um trabalho que não foi feito.

Sobre limites, a empresa publica seis níveis de conta, com tetos que vão de R$ 10.000 a R$ 300.000 por mês, no artigo atualizado em 10 de março de 2026. E vale registrar uma característica do contrato: a cláusula de tarifas dos Termos de Uso diz que o uso dos serviços pode implicar cobrança de tarifas e taxas operacionais e que os valores estarão sempre disponíveis no site oficial. O contrato não anexa tabela — ela vive na central de ajuda, que a empresa altera quando quiser, com a data de atualização visível em cada artigo. É o que torna a data de leitura desta página parte do dado, e não um detalhe.

Quem é a instituição de pagamento da conta, segundo os próprios Termos

O Bitybank se apresenta como banco digital cripto — nos Termos de Uso, a empresa define o aplicativo como acesso a um banco digital cripto que oferece, além de serviços tradicionais de bancos digitais, serviços em criptoativos. E os mesmos Termos dizem, com todas as letras, quem abre a conta: os serviços são ofertados por meio de uma conta de pagamento aberta em nome do usuário junto à Celcoin Instituição de Pagamento S.A., CNPJ 13.935.893/0001-09. A cláusula 13 detalha o arranjo, dizendo que a conta de pagamento de titularidade do usuário é aberta diretamente na Celcoin, empresa parceira contratada pela Bity para a prestação da solução tecnológica de banco como serviço.

Isso muda a leitura dos registros públicos, e é onde quase todo site brasileiro escorrega. Na Relação de Instituições em Funcionamento no País, mantida pelo Banco Central, no arquivo de referência 06/2026 publicado em 7 de julho de 2026, consta CELCOIN INSTITUICAO DE PAGAMENTO S.A., CNPJ base 13935893, no segmento Instituição de Pagamento, com sede em Barueri. O CNPJ 29.738.313 e os nomes CBTC e BITY não foram localizados nesse arquivo, em busca por CNPJ e por razão social nas 726 linhas, na consulta de 1º de agosto de 2026.

Na lista de participantes do Pix publicada pelo Banco Central em 31 de julho de 2026 acontece o mesmo: consta CELCOIN IP S.A., ISPB 13935893, CNPJ 13.935.893/0001-09, com tipo de instituição registrado como Instituição de Pagamento, o campo de autorização pelo Banco Central preenchido com Sim, participação direta no sistema e modalidade de provedor de conta transacional. O CNPJ 29.738.313/0001-23 não foi localizado nessa lista.

Dito com todas as letras, porque é o ponto que decide se esta seção informa ou confunde: quem consta nessas duas relações do Banco Central é a Celcoin, a parceira contratada. A Bity é a empresa que contrata essa instituição e opera os aplicativos e a plataforma. Contratar uma instituição de pagamento que consta nessas relações não é constar nelas. Não constar não é irregularidade e não deve ser lido como tal — aquele cadastro registra instituições sob supervisão do Banco Central em segmentos como banco, cooperativa e instituição de pagamento, e a atividade de negociação de criptoativos não estava entre eles no período apurado.

E há um segundo degrau, ainda mais fácil de errar: mesmo constar naquela relação como instituição de pagamento não seria o mesmo que ter autorização para prestar serviço de ativos virtuais. São regimes distintos. O segundo foi criado pelas Resoluções BCB 519, 520 e 521, publicadas em 10 de novembro de 2025 e em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, e o cadastro correspondente ainda não foi constituído: quem já prestava o serviço tem prazo para comprovar requisitos e protocolar o pedido, podendo seguir operando nesse intervalo. Por isso, sobre esse cadastro, esta página não diz que a empresa consta nem que não consta — as duas frases afirmariam algo sobre um registro que não existe. Se a Bity protocolou pedido, não apuramos, não há onde consultar, e não se deve inferir.

Um último registro, que é declaração da empresa sobre si mesma e não ato de regulador: os Termos de Uso, com vigência declarada de 22 de janeiro de 2026, afirmam que a Bity adota políticas e controles internos alinhados às normas do Banco Central e do Coaf, com o objetivo de prevenir e coibir atividades ilícitas. Estar alinhado a normas, por declaração própria, é outra coisa que constar num registro público, e as duas não devem ser lidas como equivalentes.

O que esta base registra sobre criador monitorado e esta empresa

Nenhuma análise publicada nesta base registra vínculo comercial de criador monitorado com esta empresa. A frase é contada no acervo a cada publicação, não escrita à mão: se algum criador declarar parceria, ela muda sozinha.

Essa frase é sobre o nosso acervo, não sobre a empresa. Ela diz que nenhuma das análises publicadas aqui declara parceria, patrocínio, cupom ou link de afiliado com este nome, e não diz mais que isso. A contagem é derivada do acervo a cada publicação: se algum criador monitorado declarar vínculo amanhã, a frase muda sem ninguém reescrever esta página.

Esta página não contém link de afiliado, e nenhum link nosso leva a cadastro em corretora. Se o Núcleo Cripto tiver relação comercial com alguma corretora, o disclosure aparece na própria página, e nada disso altera sentimento, score ou ranking.

O que esta apuração não alcançou

Quatro lacunas que a empresa poderia fechar e não fecha: o critério objetivo que separa o perfil Banker do perfil Trader; qual das duas taxas de saque em reais do perfil Trader está vigente, 0,2% ou 0,5%; o valor da taxa de saque de bitcoin na rede Bitcoin, de que a empresa publica o método e não o número; e o prazo de processamento do saque em reais, ausente de todos os artigos e contratos lidos.

Duas contradições ficaram registradas e não resolvidas: a da taxa de saque em reais, acima, e a da taxa da Negociação Express — zero na página inicial, tabela gradual de 1,3% a 0,5% na central de ajuda. Nenhuma das duas foi decidida por nós.

Ficam também de fora: as tarifas do Cartão Bitybank, que têm artigo próprio na central de ajuda e um PDF de termos separado, não lidos nesta rodada; a tarifa específica do produto Bix, que a empresa descreve como comprar cripto pelo aplicativo do próprio banco do usuário, sem publicar taxa; quais criptomoedas ficam isentas de taxa de intermediação no livro que a empresa chama de Marketplace, afirmação que ela faz sem dizer quais nem em que condições; a lista das corretoras conectadas a esse Marketplace, cujo número a empresa afirma sem publicar a relação; o valor da aquisição da Biscoint, não divulgado; e se a pessoa jurídica que operava a marca BitPreço antes de 2022 é exatamente a CBTC de hoje ou se houve transferência de operação entre CNPJs — as datas são consistentes, e documento societário que registre a cadeia não foi localizado.

Por fim, uma nota de procedência: o dado de CNPJ vem do espelho da base aberta da Receita Federal servido pelo minhareceita.org, e não do sítio do órgão, que exige verificação anti-robô — verificação que não contornamos. O CNPJ e a razão social do espelho coincidem com os que a própria empresa publica nos Termos de Uso.

O que esta página não afirma

Número de custo só aparece aqui quando saiu da tabela publicada pela própria empresa, com a data em que foi conferido e a faixa de volume a que corresponde. Preço de corretora muda sem aviso e é escalonado: número sem data envelhece calado, e número sem faixa mostra o piso como se fosse o que você vai pagar. Onde a apuração não alcançou o número, esta página diz que não alcançou — mandar você consultar o site seria fingir um trabalho que não foi feito.

Também não dizemos que a empresa é segura, nem que é insegura. Segurança de custódia não se verifica de fora, por leitura de site: envolve como as chaves são guardadas, se o dinheiro do cliente é separado do caixa da empresa e o que acontece numa falha. Quem publica nota de segurança de corretora sem auditar está inventando.

E não afirmamos situação regulatória. Autorizar e supervisionar prestadora de serviços de ativos virtuais é ato do Banco Central. Onde um registro público diz alguma coisa sobre a empresa, reproduzimos o que ele diz e nomeamos qual registro é e quando foi consultado — o que é diferente de concluir, por conta própria, que a empresa está ou não autorizada. Essa conclusão é competência do regulador.

Onde conferir por conta própria

Taxas: na tabela de preços publicada pela própria empresa, antes de transferir dinheiro. O número que publicamos é uma leitura datada; o que vale no seu depósito é o que a tabela disser naquele momento. As regras do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais exigem que elas informem riscos, políticas de segurança e taxas de forma clara — o que dá ao leitor um critério objetivo: se você não encontra a taxa antes de depositar, isso já é uma resposta.

Autorização: com o Banco Central, que passou a regular, autorizar e supervisionar essas empresas. As regras foram publicadas em 10 de novembro de 2025 e entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026, e quem já prestava o serviço no país pode continuar operando dentro de um prazo para comprovar requisitos e solicitar autorização. Enquanto esse prazo corre, não há relação pública de empresas autorizadas para consultar — o que significa que ausência de autorização concedida não é o mesmo que negativa, e que dizer de uma empresa que ela 'não consta' seria tão errado quanto dizer que consta.

Um limite que vale registrar: dependendo de como um token é estruturado e oferecido, quem regula pode ser a Comissão de Valores Mobiliários, não o Banco Central.

Continue por aqui

Voltar para corretoras