Glossário
Staking
Staking é comprometer um ativo com a operação de uma rede em troca de uma recompensa emitida por ela. Não é rendimento de aplicação: a origem, o risco e a reversibilidade são de outra natureza.
De onde vem a recompensa
Algumas redes escolhem quem valida as transações entre participantes que travaram uma quantidade da moeda nativa como garantia. Quem trava assume o compromisso de operar corretamente, e recebe uma parte do que a rede emite e das taxas que ela cobra. A recompensa é emissão da própria rede, não pagamento de um devedor.
Essa origem é o que separa staking de aplicação financeira. Não há contraparte que prometeu devolver, nem contrato de dívida: há um protocolo que emite conforme regras próprias, e essas regras podem mudar por decisão de quem governa a rede.
O que se assume ao travar
Três coisas mudam de estado. A primeira é disponibilidade: muitas redes exigem um período de espera para destravar, e nesse intervalo o ativo não pode ser vendido, aconteça o que acontecer com o preço.
A segunda é o risco de penalidade. Redes que usam garantia também usam a garantia para punir operação incorreta — parte do valor travado pode ser retirada por falha de quem opera, inclusive quando quem trava delegou a terceiro.
A terceira é a intermediação. Quando o staking é oferecido dentro de uma carteira ou corretora, quem opera é a empresa, e ela costuma reter uma fatia. Aí voltam a existir as perguntas de custódia: quem tem a chave, e o que acontece se a empresa falhar.
Por que este site não trata isso como rendimento
O charter editorial proíbe promessa de retorno, e staking é o tema onde a linguagem escorrega com mais facilidade — taxas anuais aparecem em material comercial com a mesma tipografia de um investimento de renda fixa.
O que se pode dizer com segurança é o mecanismo: a rede emite, a emissão é dividida entre quem valida, e o número varia com quanto valor total está travado. Quanto isso significa em moeda depende do preço do ativo, que ninguém aqui prevê.