Glossário
Taxa de rede
Taxa de rede é o que se paga a quem processa uma transação numa blockchain. Ela não vai para a carteira nem para a corretora: vai para a rede, e existe mesmo quando o aplicativo usado é gratuito.
Para quem o dinheiro vai
Toda transação registrada numa blockchain precisa ser incluída num bloco por alguém que opera a rede. Esse trabalho é remunerado, e a remuneração é a taxa de rede. Ela é paga por quem envia, não por quem recebe, e é cobrada mesmo quando a operação falha por outro motivo — porque o trabalho de tentar processar foi feito.
É a distinção que confunde mais: uma carteira pode cobrar zero por si e a transação ainda ter custo. A carteira é o programa que assina; a rede é quem registra. São duas contas diferentes, e só a segunda é obrigatória.
Por que ela varia tanto
O espaço num bloco é limitado, e quem quer entrar disputa com quem também quer. Quando há mais transações pendentes que espaço, quem oferece mais paga menos tempo de espera — e o preço sobe para todo mundo. Quando a fila esvazia, ele cai. Por isso a mesma transferência custa valores diferentes em horas diferentes do mesmo dia.
O custo também depende da rede escolhida. Redes diferentes têm capacidades e modelos de cobrança distintos, e enviar o mesmo ativo por caminhos diferentes pode custar ordens de grandeza a mais ou a menos. Isso é escolha de quem envia, não característica do ativo.
Onde ela aparece nas análises
Criadores monitorados citam taxa de rede em dois contextos opostos. Num, como argumento contra uma rede — custo alto em momento de congestionamento. No outro, como argumento a favor de outra — custo baixo como vantagem competitiva.
Os dois usam o mesmo número para dizer coisas diferentes, e nenhum dos dois costuma dizer em que momento o número foi medido. Uma taxa de rede sem data e sem horário descreve um instante, não a rede.